Resenha de O Amor Não Morreu: vale a pena ler o romance com realismo mágico de Ashley Poston?


"O amor não era um sussurro em uma noite silenciosa. Era um clamor para o vazio, gritando que você estava ali." Pag 299

Florence Day é ghostwriter de romances, mas deixou de acreditar no amor depois de um término doloroso e agora não consegue terminar seu novo livro. Quando volta para sua cidade natal após a morte do pai, ela precisa lidar com memórias do passado, sua família excêntrica e o lugar de onde sempre tentou fugir. Mas tudo fica ainda mais estranho quando o fantasma do seu novo editor aparece na porta da funerária da família, e essa convivência inesperada começa a fazê-la questionar tudo o que pensava sobre o amor.

Eu sempre tive muita curiosidade por esse livro por ser da Ashley Poston, a mesma de Sete Anos Entre Nós, que eu amo e considero um dos meus favoritos. Fui completamente no impulso, sem nem ler a sinopse, confiando só no nome dela.

No começo, a leitura flui muito bem. É envolvente, fácil de entrar na história. Mas depois dos 20% isso muda: o ritmo fica mais lento e eu fui perdendo o interesse. Não era aquele tipo de livro que eu pensava em pegar ao longo do dia, sabe? Fui lendo mais por insistência do que por vontade.

A ideia da história é boa e até te prende no início, mas o desenvolvimento não me convenceu. Senti que várias coisas ficaram mal resolvidas e outras foram tratadas de forma muito superficial. E a previsibilidade me incomodou bastante, lá pelo capítulo dois já dá pra saber com quem a protagonista vai ficar e ter uma noção clara do que vai acontecer. E, pra mim, foi ainda mais óbvio do que eu esperava.

O tema tinha potencial. Me lembrou aquela vibe de E se Fosse Verdade, mas sem o mesmo charme. Aqui, tudo parece meio sem graça, como se faltasse alguma coisa pra realmente funcionar.

Os personagens também não ajudaram. Eu não consegui me apegar a ninguém. A relação da Florence com a família me soou estranha, e os motivos que levaram ela a se afastar não me convenceram,  achei fracos e mal explorados. A família, no geral, tem uma dinâmica meio caótica, mas sem profundidade, tudo muito na vibe “somos doidinhos mesmo” sem ir além disso.

O Benji, que deveria ter um papel importante, aparece pouco e de forma meio jogada. As interações dele com a Florence não me prenderam, e os diálogos, sinceramente, me cansaram. Pra mim, o casal não tem desenvolvimento nem química, e a ideia de que existe algo mal resolvido entre eles não me convenceu em nenhum momento. Não fez sentido ver os dois juntos desde o começo.

Não acho que seja um livro totalmente ruim. Teve momentos em que eu ri e até me emocionei um pouco, mas nada muito marcante. No geral, não funcionou pra mim e não deixou nenhum impacto.

No geral, não foi uma leitura que funcionou pra mim e também não me marcou de verdade. Ainda assim, acho que pode valer a pena se for seu primeiro contato com a autora, principalmente pra conhecer o jeito dela trabalhar o realismo mágico e ver como a escrita dela evolui em outros livros.

  • Livro: O amor não morreu
    Autora: Ashley Poston;
    Gênero: Romance ;
    Páginas: 442 ;
    Nota: 3,0 ☆

Boa leitura,

Ceci Moya

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