RESENHA: Roteiristas do Amor


" Chorei pela sorte, pela beleza e pela bondade… e pela magia de estar viva." Pag 365

Emma sempre sonhou em ser roteirista de comédias românticas, mas deixou seus planos de lado para cuidar do pai. Quando surge a chance de trabalhar ao lado de Charlie Yates, seu ídolo, porém totalmente anti-romance, ela vai para Los Angeles tentar provar que o amor vale a pena. Entre brigas, beijos inesperados e química real demais, os dois acabam vivendo uma história que desafia tudo o que Charlie acredita e tudo o que Emma planejou.
Comecei a leitura com muita

A escrita do livro é muito gostosa, e eu realmente gostei da forma como a história foi conduzida. A vida da Emma é abordada de um jeito que me tocou bastante. Ela é uma mulher incrivelmente forte e, em vários aspectos, eu me vi nela. Essa parte de dedicação total à família me pega muito, então teve momentos em que eu sentia que estava me lendo. Ao mesmo tempo, em certos quesitos ela me irritou bastante, especialmente na forma como se humilhava por coisas e lugares onde claramente não cabia.

Já o Charlie foi, sinceramente, o personagem mais chato que li neste ano. Achei ele irônico sem motivo, soberbo e ingrato. Ele parecia querer se aproximar da Emma, mas do nada virava outra pessoa e a esnobava, como se ela não fosse alguém de quem ele tanto precisava. Isso me incomodou bastante na dinâmica deles.

Sobre o romance, para mim o livro foi muito mais sobre a protagonista do que sobre o casal. A jornada da Emma é o verdadeiro centro: sua descoberta de quem ela é, onde quer chegar, o crescimento pessoal, o processo de ganhar liberdade depois de anos reprimida e finalmente se reencontrar consigo mesma. Teve alguns momentos fofinhos entre ela e o Charlie, mas ainda assim achei que, pelo desenvolvimento lento e complicado do romance, o final não combinou com o que foi construído. Ele é corrido e parece apagar boa parte dos conflitos do casal, fica aquela sensação de “tudo aquilo aconteceu porque eu te amava muito, vamos ficar juntos pra sempre”, sem aprofundar o que precisava.

O que mais me marcou no livro foi o tema família. Em vários momentos eu me vi na personagem, e senti que essa parte da história foi muito bem desenvolvida do começo ao fim. Amei ver a irmã da Emma encontrando o próprio final feliz e o pai dela construindo uma relação com alguém que o amava de verdade, mesmo com todos os cuidados diários que ele exige. Foi muito bonito ver essa família se resolvendo e crescendo. Realmente, a única parte que não funcionou para mim foi esse “lenga-lenga” do Charlie. Dizer que ele agia daquela forma por medo de estar doente e querer afastar a Emma não fez sentido dentro do que a história vinha construindo.

O livro tem uma vibe bem comédia romântica, algo meio Um Lugar Chamado Notting Hill. Inclusive, Charlie para mim é a versão masculina da personagem Anna Scott do filme. Se você gosta desse tipo de história, provavelmente vai gostar do livro. Eles são parecidos nesse formato: um par romântico onde um dos personagens está numa jornada de autoconhecimento, enquanto o outro está completamente perdido e deixa tudo mais confuso.

No fim, o livro valeu a pena para mim por um lado específico da história, a jornada da Emma. Mesmo não gostando de alguns pontos, ainda acho que é uma leitura leve, divertida e interessante, especialmente para quem gosta de acompanhar o crescimento de uma protagonista tão humana.

  • Livro:  Roteiristas do amor
    Autora: katherine Center;
    Gênero:Romance ;
    Páginas: 400;
    Nota: 3,5☆

Boa leitura,

Ceci Moya

Sobre Mim

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"Oi eu sou a Cecília, apaixonada por Leitura, filmes de comedia romântica, Nx Zero e One Tree Hill."

"Sou estudante de letras e nas horas vagas amo guardar as memórias dos livros em forma de resenha, assim nasceu o blog."

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